segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fim dos arrendamentos no rádio é questão mais complexa

O Marcos Lauro foi muito feliz no post abaixo ao dizer que a medida cuja intenção é proibir arrendamentos e venda de horários em emissoras de rádio é incompleta (se você veio parar neste post via Google, clique aqui para ler). Infelizmente, muitas questões complexas não foram levantadas. Quando se pensa na questão de venda e arrendamento, logo a prática é associada às igrejas como a Deus é Amor, Universal, entre outras, que estão presentes em emissoras de rádio por todo o país.

Por outro lado, existem programas de rádio com conteúdo até interessante, que dependem da compra de horários para estar no ar. A Rádio Trianon, de São Paulo, é um belo exemplo disso. Se tal medida fosse aprovada, atrações como o programa do Memorial Hélio Ribeiro, por exemplo, não teriam como ir ao ar. Será que a emissora arcaria com os custos de produção dessa e de outras atrações?

Essa situação da venda de horários e arrendamentos muito se deve à falta de investimentos do mercado publicitário. Será que os grandes anunciantes se animariam a voltar ao rádio com isso, especialmente entre o fim de noite e o começo da madrugada? Esse é o período prefereido pra se colocar no ar programação religiosa, algo comum em muitas rádios do interior. Há muitos anos, a hoje extinta companhia áerea Varig comprava horários em emissoras do rádio na parte da madrugada. Quem aí não lembra do “Varig e você, donos da noite”? (Um parêntese: o caso da Rádio Bradesco Esporte deve ser tratado à parte).

A reportagem da Folha diz que o marco regulatório dasTelecomunicações deverá passar por consulta pública. Tomara que não se esqueçam do meio rádio e que essas discussões possam ser contempladas. Caso contrário, quem irá pagar o pato são os profissionais do veículo, especialmente os da área técnica e administrativa, sempre esquecidos.

http://radioamantes.wordpress.com/2012/06/03/adeus-arrendamentos-sera/


FONTE: BLOG RÁDIO AMANTES

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