quarta-feira, 12 de junho de 2013

Presidente da Aesp afirma que migração das AMs começa no segundo semestre de 2013

Uma informação importante para o rádio brasileiro: em dezembro serão iniciados os primeiros testes para verificar a viabilidade da migração das rádios AMs para o espectro FM. Conforme noticiado anteriormente as emissoras AMs desejam operar nas faixas compreendidas entre os canais 5 e 6 da televisão analógica, resultando nas sintonias entre 70 MHz até 87.3 Mhz. Atualmente o espectro FM é utilizado pelo rádio convencional em FM da faixa 87.5 FM (87.5 e 87.9 são geralmente destinadas às rádios comunitárias em alguns centros) até 107.9 FM. Os testes serão feitos inicialmente em São Paulo, pólo que demanda uma maior necessidade na migração.

Segundo Rodrigo Neves, presidente da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo), a entidade já realizou estudos que auxiliaram no entendimento do Ministério das Comunicações em relação à necessidade de agilidade nos testes para a migração das rádios AMs para a banda FM. Segundo Neves o estudo aponta que não há a necessidade do rádio AM esperar o chamado “apagão analógico” da TV (quando as emissoras de televisão deixarão de operar de forma analógica, transmitindo apenas em modo digital), já que frequências do canal 6 já estão disponíveis em São Paulo.
Neves informou em entrevista à rádio Jovem Pan AM 620 de São Paulo que serão feitos testes de transmissão a partir da Avenida Paulista, utilizando a frequência de 77.1 FM e medir alcance, alterando trabalhos com áudio e também mudo, determinando o comportamento da cobertura na capital paulista. Com base nisso poderá ser realizada a realocação de cada rádio AM conforme sua classe e porte (que determina o alcance da estação). Rodrigo também informou que os canais 5 e 6 comportam 140 canais em FM, sendo que o número da estações pode variar conforme a localidade e a distribuição das emissoras. Neves explica que a transmissão apenas de áudio (caso das rádios) ocupa menos espaço no espectro FM do que uma transmissão de TV (áudio e imagem).

Em São Paulo há disponibilidade do canal 6 e em Campinas do 5. Os estados que possuem grandes ocupações nesses canais por TVs analógicas são São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, sendo considerados os mais difíceis para a realização dessa migração do áudio AM para FM. Rodrigo Neves afirma que resolvida a questão em São Paulo, o resto do país será um passo mais fácil de ser resolvido devido o menor ocupação nos canais de televisão analógica.
Recepção nos rádios atuais
Neves afirma que já existem seis modelos de rádios receptores em comercialização no Brasil que possuem frequência estendido. Porém será necessário um incentivo por parte dos fabricantes e do Governo para que esse número aumente para o consumidor.

 O presidente da AESP considera que o período para que a audiência se acostume com a faixa entendida será de cerca de 10 anos. Rodrigo Neves aposta que a industria brasileira tem capacidade de suprir a demanda de produção de rádios com captação de faixas estendidas de forma rápida, desde que o meio Rádio ofereça conteúdo nesses canais. Nesse caso uma AM como a Jovem Pan AM manteria a transmissão na sua faixa original em AM enquanto repete seu áudio numa nova faixa em FM, conforme exemplificado por Neves durante entrevista à rádio paulista.
Os testes serão iniciados em dezembro e serão amplamente divulgados pela AESP. É possível que nessa primeira etapa seja feito um rodízio entre as emissoras AMs de São Paulo para que todas sejam contempladas nesses testes, determinando o comportamento dessas novas transmissões.
Necessidade maior de migração em São Paulo
São Paulo é atualmente o mercado que abriga o maior número de rádios em AM, seja na questão de ocupação da faixa como também a presença de estações competitivas nesse meio. A maior necessidade de migração em território paulista se deve a complexidade que foi imposta à transmissão e captação de estações em AM. O grande número de interferências existentes em São Paulo originada por inúmeros serviços presentes na cidade atrapalham a captação das emissoras em AM, especialmente em áreas de maior densidade demográfica. Em alguns pontos centrais de São Paulo a sintonia de uma estação em AM é uma tarefa complicada, diferente de áreas periferias e municípios menores.


Fonte: Sulrádio

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